segunda-feira, 24 de outubro de 2011

PROJETO POESIAS

CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL MARTA MARIA DE M. CASADO
PROFESSORA: ANDREANI FARIAS SÉRIE: EDUCAÇÃO INFANTIL - PRÉ II
Data 24/10/11 Duração: 2 SEMANAS
SUBPROJETO: POESIA
JUSTIFICATIVA:
A poesia é um gênero literário preferido das crianças em razão de caráter lúdico, sua musicalidade, pelas brincadeiras com os sentidos das palavras e pelo humor. . Ela diverte, agrada, mexe com o imaginário infantil e aguça a criatividade.
A poesia nos leva a conversar, explorar ritmos de sonoridades, desenvolver a sensibilidade, fazer descobertas, perceber o mundo através das relações do imaginário e do real. Relacionar significações, adquirir conhecimento da linguagem escrita e do mundo despertando o lúdico, imaginação e a fantasia; elementos importantes para o pleno desenvolvimento da criança.
Desta forma, o projeto poesia tem como proposta realizar um trabalho em que os alunos vivenciem o papel de leitores, mesmos antes de saberem ler convencionalmente. E assim despertem o interesse pela leitura e escrita, uma vez que, a mesma provoca o inesperado, a ampliação do sentido do que pensamos e do queremos dizer.
OBJETIVO GERAL:
- Despertar na criança o gosto e prazer pela poesia.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
 Oferecer variedades de poesias e autores;
 Ler e ouvir poesias;
 Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros
 Escutar poemas lidos, apreciando a leitura feita pela educadora;
 Recitar poesias explorando os recursos existentes na oralidade e valorizando os sentimentos que os textos transmitem;
 Entrar em contato com as características do texto poético (musicalidade, ritmo, diagramação);
 Organizar o espaço da sala de forma que as crianças sintam-se convidadas a ocupar o papel de leitoras;
 Ampliar o repertório de textos que se sabe de cor;
 Promover interações significativas entre as crianças nas atividades de leitura.
 Oferecer um variado repertório de poemas às crianças;

ESTRATÉGIAS:
LINGUAGEM ORAL E ESCRITA:
 Roda de conversa: oferecer livros de poesia: Isto ou aquilo, de Cecília Meirelles e a Arca de Noé de Vinícius de Morais e fazer a leitura de algumas delas.
 Leitura de poesias feita pelo professor todos dias.
 Apresentação da poesia “ O PATO “ de Vinícius de Morais e exploração de rimas, sílabas estudadas,etc;
 Leitura em voz alta da poesia;
 Apresentar a biografia de Vinícius de Morais e Cecília Meirelles;
 Apresentação da poesia “ A BAILARINA” e “RODA NA RUA”de Cecília Meirelles de e exploração de rimas, sílabas estudadas,etc;
 Assistir DVD da poesia “ O pato e A Casa” de Vinícius de Morais;
 Realizar a leitura da poesia escolhida pelas crianças garantindo que cada uma tenha o texto impresso e possa acompanhar a leitura.
 Ilustração individual sobre a poesia.
 leitura da letra, sílaba e palavras que está em estudo no texto;
 leitura espontânea;
 Produção das poesias de forma lacunada e enigmática;
 Leitura de poesias trazidas de casa;
 ARTES VISUAIS: Desenho e recorte de um pato
Ilustrações das poesias

FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL / MOVIMENTO
Dramatização da poesia “ A bailarina” E " A Boneca " de Olavo Bilac
NATUREZA E SOCIEDADE
Exploração dos elementos existentes na poesia
AVALIAÇÃO:

PRODUTO FINAL:
Elaboração de um livros com as poesias trazidas pelos alunos de casa e das poesia trabalhadas na sala;

BIOGRAFIA DE :
Marcus Vinicius da Cruz Mello Moraes nasceu em 19 de outubro de 1913, no Rio de Janeiro. Atraído pela música desde cedo, Vinícius de Moraes teve seu primeiro poema musical publicado na revista A Ordem, em 1932. Morreu também no Rio de Janeiro, a 9 de julho de 1980. Os primeiros passos de sua carreira estão ainda sob influências neo- simbolistas, contendo certo misticismo. Porém, logo modificou seu estilo para o erotismo, em contraste à suas obras de tom bíblicas anteriores. Nesta segunda fase, Vinícius de Moraes é caracterizado por inovações na ordem formal, a mais notável destas seria o aparecimento dos sonetos.




Cecília Meireles nasceu em 1901, no Rio de Janeiro e faleceu em 1964, também no Rio de Janeiro. Foi poeta, professora, jornalista e cronista.
No período de 1919 a 1927, colaborou nas revistas Árvore Nova, Terra de Sol e Festa. Fundou a primeira biblioteca infantil do Brasil.
Lecionou na Univerdade do Distrito Federal em 1936 e na Universidade do Texas em 1940. Trabalhou no Departamento de Imprensa e Propaganda no governo de Getúlio Vargas, dirigindo a revista Travel in Brazil (1936).
É considerada por muitos como uma das maiores poetisas da Língua Portuguesa.
Em 1993 foi atribuído o Prémio Camões a Cecília Meireles.


DURANTE A SEMANA FORAM LIDOS PARA OS ALUNOS POESIAS DE VINICIUS DE MORAIS DO LIVRO A ARCA DE NOÉ E CECÍLIA MEIRELLES DO LIVRO ISTO OU AQUILO
Algumas das poesia lidas para os alunos durante o projeto foram:
OU ISTO OU AQUILO
(Cecília Meireles)

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

A FOCA
(Vinicius de Moraes.
Quer ver a foca
Ficar feliz?
É por uma bola
No seu nariz.

Quer ver a foca
Bater palminha?
É dar a ela
Uma sardinha.

Quer ver a foca
Fazer uma briga?
É espetar ela
Bem na barriga!

A bailarina
Cecília Meireles

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.—–
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
—Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.

COLAR DE CAROLINA
(Cecília Meireles)

Com seu colar de coral,
Carolina
corre por entre as colunas
da colina.

O colar de Carolina
colore o colo de cal,
torna corada a menina.

E o sol, vendo aquela cor
do colar de Carolina,
põe coroas de coral

nas colunas da colina.
.
S BORBOLETAS
(Vinícius de Moraes)

Brancas

Azuis

Amarelas

E pretas

Brincam

Na luz

As belas

Borboletas

Borboletas brancas

São alegres e francas.


Borboletas azuis

Gostam muito de luz.

As amarelinhas

São tão bonitinhas!

E as pretas, então…

Oh, que escuridão!
(Vinicius de morais)

o PATO
Lá vem o Pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o Pato
Para ver o que é que há
O Pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo...
Comeu um pedaço
De genipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi prá panela...


LEILÃO DE JARDIM
Quem me compra um jardim com flores?
Borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?
Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?
Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é o meu leilão.)
Cecília MeireleS

As Meninas

Arabela
Abria a janela.
Carolina
erguia a cortina.
E Maria
olhava e sorria:
"Bom dia!"
Arabela
foi sempre a mais bela.
Carolina,
a mais sábia menina.
E Maria
apenas sorria:
"Bom dia!
Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
uma que se chamava Arabela,
outra que se chamou Carolina.
Mas a nossa profunda saudade
é Maria, Maria, Maria,
que dizia com voz de amizade:
"Bom dia!"

SUGESTÃO: ALÉM DE TRABALHAR A LEITURA EM VOZ ALTA DO POEMA "A BONECA". TODOS OS DIAS UMA CRIANÇA LEVA UMA BONECA, MENINO UM BONECO PARA CASA E AO VOLTAR PARA SALA TROUXESSE UMA POESIA FEITA PELOS PAIS NO BOLSO DA BONECA OU BONECO E LER PARA TODA SALA A POESIA TRAZIDA DE CASA. A LEITURA PODERÁ SER LIDA PELA PROFESSORA. DEPOIS FAZER A DRAMATIZAÇÃO.
A Boneca
Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
Dizia a primeira: "É minha!"
— "É minha!" a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca ... Olavo Bilac

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